quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

APOIO CONCEDIDO

Já houve resposta por parte da edilidade local no sentido de apoiar a pintura do moinho de Vento do Ginjal. Este auxílio que se reveste muito importante com o apoio já fornecido pela empresa local Barretazul irá contribuir para a preservação do imóvel no que diz respeito à estrutura. No ofício dirigido aos actuais proprietários a Câmara Municipal de Vila do Porto refere a importância daquele imóvel como sendo o único no seu estado, o qual proporciona visitas de estudos e consequentemente divulgação aos estudantes das técnicas tradicionais de moagem. Sem dúvida que é essencial que se reconheça o interesse, da edilidade, agora reforçado, na protecção do nosso património e mais especificamente na preservação do actual estado do Moinho de Vento do Ginjal.

A manutenção da estrutura e peças em madeira reveste-se numa tarefa difícil sendo que a erosão do tempo provoca desgastes os quais tem um custo elevado. Não esquecendo também que com o desaparecimento de algumas peças devido ao atrás exposto deixa de ser possível à maioria dos profissionais de carpintaria reconstrui-las ou construi-las sendo só possível, na minha opinião, a algumas pessoas antigas que trabalharam nos moinhos de vento os quais possuem os conhecimentos apropriados para a elaboração de novas peças com as técnicas antigas se necessário.

Nesse sentido alerto todos quanto se interessam por este espólio que será este o momento para a reconstrução dos moinhos de vento antigos porque existe ainda na nossa sociedade alguém que possui conhecimentos específicos nesta área e com certeza teria todo o gosto em se envolver na reconstrução de um exemplar.

2 comentários:

M.C disse...

Já vem é tarde.

Força, há que manter o que é "nosso".

Saudações

Rosa disse...

Na minha singular opinião, os mais bonitos moinhos de vento que existem, são sem dúvida os moinhos de vento do tipo holandês ou de São Miguel. São moinhos altos, esbeltos, esguios e coloridos, bastante potentes, normalmente situados nos cumes mais altos das colinas, relativamente perto dos povoados a eles próximos, e ao mesmo tempo, emprestando um ar bucólico a toda a natureza a eles envolvente, sendo uma marca de que a energia eólica era sem dúvida aproveitada para a criação de um bem essencial na economia açoriana, a farinha.

Os restantes moinhos de vento das outras ilhas açorianas, verdade seja dita não são assim lá muito interessantes.
As ilhas açorianas que têm o característico moinho de vento do tipo holandês ou de São Miguel, são as ilhas de Santa Maria, São Miguel e Graciosa.
Ao contrário do que muita gente pensa esses moinhos de vento eram diminutos na ilha da Graciosa e bastante mais numeros nas ilhas mais a oriente, ou seja, São Miguel e Santa Maria.

Nestas duas ilhas eram eles que predominavam na paisagem. Hoje, a maior parte deles estão deixados ao abandono e alguns em total estado de degradação, o que não acontece na ilha da Graciosa onde foram uma maior parte deles recuperados.
Tem-se uma ideia errada que o moinho de vento do tipo holandÊs ou de São Miguel, só existe na ilha Graciosa, o que é falso.
Se repararem e pesquisarem mais sobre o tema em questão, depressa irão se aperceber que as ilhas de Santa Maria e de São Miguel foram as pioneiras e as que mais moinhos de vento do tipo holandês ou de São Miguel tiveram. Apenas hoje em dia esse facto é remetido ao esquecimento, porque nessas 2 ilhas preferiu-se deixar os moinhos ao total abandono, o que já não aconteceu na Graciosa, daí que a Graciosa, erradamente ou não, seja hoje conhecida como a ilha dos Açores que mais moinhos de vento dessa tipologia ou natureza comportaram.

O que é de facto importante, é uma rápida e total salvaguarda na intervenção desse nosso património mariense e micaelense, pois é a partir de uma correcta e coerente intervenção do estado na conservação desses imóveis preciosos que se poderá novamente trazer ao presente a marca do nosso património singular, associado a uma oferta turística a quem visita as ilhas orientais do arquipélago dos Açores, Santa Maria e São Miguel.

Bem haja a todos.